Tratamento farmacológico da dor aguda nociceptiva
DOI:
https://doi.org/10.66456/jbmps.2016.v2.25Palavras-chave:
Anti-inflammatory drugs, non-steroidal; Postoperative pain; Analgesics; Acute pain.Resumo
A dor aguda nociceptiva é uma das principais causas de procura por atendimento médico, e seu manejo inadequado pode levar à cronificação e impactar negativamente a recuperação funcional. Esta atualização apresenta uma revisão crítica e baseada em evidências sobre o tratamento farmacológico da dor aguda, com foco em uma abordagem multimodal e individualizada. O paracetamol e os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) constituem a base da terapia para dor de intensidade leve a moderada, sendo a escolha entre AINEs não seletivos e inibidores seletivos da COX-2 guiada pelo perfil de risco gastrointestinal e cardiovascular do paciente. AINEs tópicos representam uma alternativa eficaz e segura para dor musculoesquelética localizada. Opioides de curta duração são reservados como terapia de resgate para dor intensa e refratária, devendo ser prescritos na menor dose eficaz e pelo menor tempo possível, com um plano de descalonamento claro. A aplicação destes fármacos é discutida em cenários clínicos prevalentes, como trauma ortopédico e dor pós-operatória, e em populações especiais, incluindo idosos, gestantes e pacientes com comorbidades renais ou hepáticas, que exigem ajustes específicos para garantir a segurança. A implementação de princípios de uso racional de analgésicos é fundamental para maximizar a analgesia, minimizar os efeitos adversos e prevenir o uso indevido de medicamentos, visando o alívio eficaz do sofrimento e a otimização dos desfechos clínicos.
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